Dê Lìrios para Suzana Blog











{04/05/2011}   Black Swan- Parte Final

CISNE NEGRO

Em Black Swan, Darren Aronofsky transforma a concepção da narrativa cinematográfica adotada pelo cinema ianque. Aronofsky se aproxima do construtivismo russo ao ressaltar o processo fílmico de montagem, onde a combinação de planos sucessivos e imagens inquietantes predominam sobre a narração. No cinema norte-americano, o roteiro a ser pronunciado pelos atores é o principal atrativo para que o espectador se entregue emocionalmente ao filme. O que Darren Aronofsky propõe em Cisne Negro é exatamente o contrário, as imagens frenéticas pontuadas por trechos da obra de Tchaikovsky levam o espectador a catarse, numa perturbadora viagem sensorial.

Podemos analisar o filme também como um gigantesco jogo de xadrez, onde a “dama” Nina (Natalie Portman), é sempre simbolizada pelas cores claras, principalmente o branco. Nina é confrontada por outros peões, cujas vestes negras caracterizam o inimigo que a bailarina deve superar.  A mãe de Nina, interpretada por Barbara Hershey esta constantemente usando trajes pretos, assim como a antagonista do filme Lilly (Mila Kunis) e outras dançarinas que podem significar um perigo iminente a Nina. Já o diretor do espetáculo Thomas (Vincent Cassel), usa a cor cinza na maioria das cenas, como um elemento neutro neste embate.

A busca incansável de Nina pela perfeição não se restringe somente ao balé, como também em formas perfeitas, o reconhecimento de todos perante o seu trabalho e também em sua sensualidade. Nesse entrave doentio, Nina acaba tendo terríveis surtos psicóticos e nessas crises acaba por muitas vezes se mutilando. Nessa obsessão, a bailarina também desenvolve sérios transtornos alimentares e uma distorção da sua sexualidade.

A mãe da bailarina a trata como uma menina, onde cresce sozinha em sua masmorra decorada por traços angelicais e rodeada por bichinhos de pelúcia. Os cuidados invasivos de sua protetora mãe a impede de se transformar em uma mulher firme em suas convicções e anseios. A mãe projeta seus fracassos na filha, já que ela teve que abandonar a carreira de bailarina quando se deparou com uma gravidez indesejada. Nina então cresce com o encargo de transformar os sonhos da mãe em realidade.

O filme narra de forma vertiginosa os conflitos psicológicos que a nossa sociedade se encontra; nunca na história da nossa civilização nos deparamos com tantos transtornos de caráter mental. Essa sociedade que traduz a fórmula do sucesso em prestigio, dinheiro e em corpos esculturais é a mesma razão para o dilúvio desses sonhos.

A anorexia, doença que assola 1% da população feminina é fruto das constantes campanhas de marketing do sucesso. O show business garante o êxito na vida pessoal e profissional, desde que você tenha belas formas. Nós mulheres, somos meros pedaços de carne, servidas como em um açougue, mas, de maneira um pouco mais glamorosa em capas de revistas, comerciais, novelas e genéricos.

Continuo me perguntando quem ditou esse modismo e qual o seu propósito. Homens e mulheres de plástico, without heart and brain.E se dessem conta que não são apenas objetos de consumo, que possuem um coração sedento por vida e um cérebro sedento por reflexões, não saberiam o que fazer com eles.

“Quod me nutrit me Destruit.

Eu ainda acredito que a minha felicidade não está resumida a baladas efêmeras, roupas de grifes e ser bem cotada num site de relacionamento. Essas relações meramente sociais na medida em que elevam o narcisismo das pessoas, aumenta também o grau de solidão. Valores distorcidos e infundados como os de hoje, nos afastam cada vez mais da nossa própria humanidade.

Suzana Olyver



Cisne Negro: O Lado Oculto da Alma

Uma saudosa Boa Noite a todos que por aqui passam. Mais um ano que se inicia e estou em débito com meus generosos leitores que me presentearam com consideráveis visitas a este singelo blog. Agradeço os comentários recheados de carinho e incentivo que fazem com que as minhas palavras ressoem nesse espaço itinerante.

Em cada momento sabático neste meu percalço pelo mundo, acabo fazendo uma reclusão interna para reavaliar tudo o que foi dito, vivido e expressado. Muitas vezes acabo por me perguntar qual seria a finalidade do que escrevo? E para quem seria? Será que de alguma maneira, minhas impertinentes divagações ecoam para outra tela de computador?

Essas respostas serão vocês que irão me mostrar ao longo deste caminho sinuoso, porém arrebatador.  E por falar em trajetória, não posso me conter perante o trabalho suntuoso do diretor Darren Aronovsky e da atriz israelense, Natalie Portman.

Acabo de assistir “Cisne Negro” pela quarta vez. E em cada vez que me deleito com a obra de Aronovsky, mais descubro sobre esta película avassaladora que encanta e atordoa na mesma proporção.  Black Swan atinge o nível máximo de perfeição cinematográfica tendo o perfeccionismo como tema central de sua obra.

Natalie Portman interpreta de maneira visceral a problemática bailarina, Nina.  O sonho de vida da disciplinada bailarina, é alcançar definitivamente um destaque na companhia de balé e no coração do diretor do espetáculo Thomas (Vicent Cassel).

Thomas pretende montar uma nova versão para o clássico “O Lago dos Cisnes”, de Piotr Ilitch Tchaikovsky, porém a incerteza de qual bailarina será a escolhida para representar a Rainha dos Cisnes é um dilema que transcorre por todo o filme.  Thomas considera a jovem Nina a bailarina ideal para executar o papel do Cisne Branco. Tal como o personagem, a bailarina Nina representa o símbolo da pureza, fragilidade e inocência.

Mas para interpretar o Cisne Branco a bailarina terá que representar também o Cisne Negro, sua irmã gêmea que simbolicamente caracteriza – se pela maldade, sensualidade e sexualidade. Começa-se então a emblemática trajetória de Nina pelos cavernosos segredos ocultos em sua alma.

Como se não bastasse o entrave consigo mesma, Nina terá que enfrentar uma árdua competição com duas colegas de profissão: Beth (Winona Ryder), que surpreende de maneira muito positiva com o desempenho de uma amarga veterana da companhia. E com Lily (Mila Kunis) recém chegada à trupe de bailarinas e chega esbanjando charme e sensualidade ao espetáculo.

Lily representa o ser oculto, escuro e interno de Nina, que precisa descobrir justamente esta faceta para executar de maneira plausível o cisne negro. A realidade começa a se deformar na medida em que se acentuam os conflitos internos de Nina.

Como este post estendeu-se mais do que deveria, irei dividi-lo em duas partes. Em doses homeopáticas para não cansar vocês enquanto resolvo sair do meu emaranhado de idéias.

 

Suzana Olyver



{18/01/2011}   Os números de 2010

Agradeço a todos que por aqui passam …….

 

Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Uau.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Cerca de 3 milhões de pessoas visitam o Taj Mahal todos os anos. Este blog foi visitado cerca de 42,000 vezes em 2010. Se este blog fosse o Taj Mahal, eram precisos 5 dias para que essas pessoas o visitassem.

 

In 2010, there were 50 new posts, not bad for the first year! Fez upload de 360 imagens, ocupando um total de 69mb. Isso equivale a cerca de 7 imagens por semana.

The busiest day of the year was 15 de junho with 284 views. The most popular post that day was Transtornos Alimentares-O Mal do nosso Século.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram orkut.com.br, twitter.com, facebook.com, google.com.br e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por anorexia, musica, tarsila do amaral, pollock e bulimia

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

Transtornos Alimentares-O Mal do nosso Século janeiro, 2010
7 comentários e 1 “Like” no WordPress.com,

2

Pierrot e Colombina:Anjos do meu Carnaval fevereiro, 2010
5 comentários

3

Entre a Arte e a Loucura-Munch & Pollock- Parte 2 fevereiro, 2010

4

Dia Internacional da Mulher 08/03/2010 março, 2010
1 comentário

5

Big Brother 10 – Laboratório Humano março, 2010
3 comentários



And the winner is: Oscar part II

A 82ª edição do prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, o (Oscar) aplicou inovações no seu tão quadrado esquema, de ostentação do show business americano.


Aumentou o quadro de indicados da categoria mais visada, de cinco para dez indicações do prêmio de melhor filme. Quanto a escolha do vencedor já abordei no post anterior então irei me ater aqueles que não galgaram o master plan.

O filme “Educação”, um dos indicados a categoria principal, tem um roteiro competente escrito pelas mãos do roteirista Nick Hornby : (Alta Fidelidade e Um Grande Garoto). Infelizmente não tem a genialidade dos seus títulos anteriores, talvez porque caia na mesmice da direção.


O que considero absolutamente irresistível são as atuações de Peter Sarsgaard, que interpreta um homem ambicioso e de caráter duvidoso chamado David. E a descoberta de Carey Mulligan, que faz uma colegial chamada Jenny, que não aceita os padrões sexistas e conservadores de uma Londres situada na década de 60.


O filme não traz nenhuma novidade ao retratar o romance de uma colegial com um homem mais velho, claro que aborda outras questões, mais são os atores que dão vida a esse previsível drama. Considero Peter Sarsgaard um dos melhores atores da nova geração. Mas como não se entrega a máfia dos blockbusters, porque opta por fazer filmes de caráter independente e com mais conteúdo do que os lideres de bilheteria.

Casos como o do ator, são inúmeros na política dos Academy Awards. Basta lembrar que Alfred Hitchcock não ganhou nenhum prêmio por suas películas.

Coração Louco fez com que Jeff Bridges levasse merecidamente a estatueta de melhor ator para casa. O filme que narra a vida de uma estrela decadente do country music americano, aborda questões muito pertinentes no nosso cenário atual.


Bad Blake interpretado de maneira visceral por Bridges abre nossos olhos para quão perigoso é o nosso ego e sua capacidade de destruição. O orgulho de Blake entra em pauta quando ele tem que ajudar o pop star do country, conduzido de maneira delicada por Colin Farrell (Tommy Sweet). Blake tem o talento, Tommy o sucesso. Contraditoriamente, os dois personagens precisam muito um do outro, até mesmo para reavaliar seus próprios estigmas.


Outro caso que me irrita na Indústria Cinematográfica é confundir beleza com a falta de talento. Colin Farrel por ser um belo astro, nunca foi levado a sério. Eu vejo o caso mais notório do ator Heath Ledger.  Foi reconhecido como um grande ator apenas após sua morte, tornando-se o  James Dean da nossa época.


Precisamos valorizar determinadas coisas, antes que elas cheguem ao fim….

Suzana Olyver



{17/11/2010}   The Oscar Goes To…

Oscar 2010

Antes de analisar os filmes que aguardam seu lugar ao sol no Academy Awards 2011, gostaria de fazer uma retrospectiva dos filmes que passaram pelo carpete vermelho.

Na minha visão, o Oscar deste ano mudou um pouco os parâmetros que costumava adotar. Primeiro foi a peculiar escolha do melhor filme e, quem levou a estatueta para casa foi: “Guerra ao Terror”.

Esse foi um prêmio inusitado, já que se tratava de um filme de baixo orçamento para os padrões hollywoodianos.  E também porque no dia internacional das mulheres, Kathryn Bigelow foi a primeira mulher na trajetória do Oscar a ganhar uma estatueta por melhor direção. Desbancando o “todo poderoso” do momento e seu ex-marido, James Cameron pelo filme “Avatar”.

Como sempre, existe uma política atrás das películas que a academia elege como ganhadores. Neste caso, a politicagem foi um fator positivo ao optar simbolicamente por filmes com conteúdo invés daqueles que apenas se aproveitam da pirotecnia dos efeitos especiais.

Não acho que “Guerra ao Terror” seja o melhor dos 10 indicados pela academia, vejo esta escolha como uma espécie de recado para os grandes produtores de Hollywood. Investir mais nas propostas de roteiro do que apenas em seu invólucro.

James Cameron como disse José Wilker, levou o prêmio que mais queria: A Bilheteria. Ganhou de si mesmo ao desbancar Titanic, do ranking de maior bilheteria no cinema com seu mundo de Pandora em Avatar.

Dou a ele todos os méritos por esse feito, os dez anos investidos na criação deste mundo mitológico, são ricos em imagens. O progresso que trouxe aos recursos áudio-visuais na sétima arte é impagável, porém sinto falta de profundidade em sua abordagem.

Encerro por aqui o meu primeiro capitulo do Oscar para não tornar meu relato tão maçante para vocês.

Até o próximo episódio desta saga  amores

Suzana Olyver



Embora a tristeza me consuma pela morte de Heath, que finalizou apenas 80% das filmagens. Terry Gilliam de maneira genial conseguiu substituir o insubstituível. O ponto chave dessa fábula trata-se de um espelho que apresenta de forma lúdica, aos personagens que o atravessam, seus desejos, índole e trajetória de vida.

Cada um que atravessa o espelho mágico se confronta com um universo paralelo, onde os devaneios e a imaginação ganham cores e lindas distorções da realidade, com seus elementos fantásticos.

Na possibilidade da recriação do universo dentro do espelho, podemos assumir até mesmo, outra roupagem para a nossa carcaça.

È neste lirismo, que Ledger é representado pelos colegas: Jude Law, Colin Farrel e Johnny Deep. Cada vez que Ledger atravessa o espelho mágico, Tony ganha um novo rosto e mil possibilidades.

O filme não trata apenas de grandiosos efeitos especiais, eles estão ali para retratar em forma de arte nossa sociedade capitalista. Isenta de ideologias e com o caráter dilacerado pelo consumismo e status.

             O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus Como tinha prometido a vocês, estou fazendo um post dedicado ao Oscar deste ano. O Oscar desse ano para mim foi um pouco atípico, é claro que a politicagem continua, porém tomou outras diretrizes. Irei abordar essa mudança diplomática da Indústria Cinematográfica mais para frente. Hoje quero focar nos primorosos filmes que não tiveram destaque merecido nesta Indústria Imperialista. A famigerada máquina de arrecadar milhões de dólares, investindo … Read More

via Dê Lìrios para Suzana Blog



Como tinha prometido a vocês, estou fazendo um post dedicado ao Oscar deste ano. O Oscar desse ano para mim foi um pouco atípico, é claro que a politicagem continua, porém tomou outras diretrizes. Irei abordar essa mudança diplomática da Indústria Cinematográfica mais para frente.

Hoje quero focar nos primorosos filmes que não tiveram destaque merecido nesta Indústria Imperialista. A famigerada máquina de arrecadar milhões de dólares, investindo muito no visual e esquecendo-se do conteúdo. Frisando apenas a cereja do bolo.


Para começar, quero falar de uma obra engenhosa, perturbadora e riquíssima tanto em imagens quanto no diversificado recheio. O filme que me tocou profundamente trata-se do “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus”. Não apenas por se tratar da última obra do meu deus pessoal “Heath Ledger”, mais por suas convicções ideológicas.

O filme narra à história do milenar Dr. Parnassus com a interpretação magistral do veterano ator (Christopher Plummer), o eterno Capitão Von Trapp. Tentando sub-existir com seu grupo de teatro mambembe em meio a uma Londres caótica, lembrando a era das trevas do antigo sistema feudal.

Parnassus que há milênios atrás, se deixou corromper por uma aposta feita com o diabo Nick (Tom Waits). Em um pacto para obter a imortalidade, deu em troca a coisa mais valiosa que iria ter em sua vida. Valentina (Lily Cole) é a luz dos olhos de seu pai Parnassus, que acabou envolvendo a filha em suas apostas com Nick.

O personagem de Heath Ledger (Tony) aparece de forma misteriosa no caminho da trupe circense.  Embora Parnassus perceba o quanto duvidoso é o passado de Tony, ele se agarra a chance de que o desconhecido rapaz lhe traga a solução de seu pacto com o diabo.

Embora a tristeza me consuma pela morte de Heath, que finalizou apenas 80% das filmagens. Terry Gilliam de maneira genial conseguiu substituir o insubstituível. O ponto chave dessa fábula trata-se de um espelho que apresenta de forma lúdica, aos personagens que o atravessam, seus desejos, índole e trajetória de vida.

Cada um que atravessa o espelho mágico se confronta com um universo paralelo, onde os devaneios e a imaginação ganham cores e lindas distorções da realidade, com seus elementos fantásticos.

Na possibilidade da recriação do universo dentro do espelho, podemos assumir até mesmo, outra roupagem para a nossa carcaça.

È neste lirismo, que Ledger é representado pelos colegas: Jude Law, Colin Farrel e Johnny Deep. Cada vez que Ledger atravessa o espelho mágico, Tony ganha um novo rosto e mil possibilidades.

O filme não trata apenas de grandiosos efeitos especiais, eles estão ali para retratar em forma de arte nossa sociedade capitalista. Isenta de ideologias e com o caráter dilacerado pelo consumismo e status.

Considero o filme uma fábula e, o que não pode faltar nesse elemento é a moral da história. Na minha leitura do filme, Gilliam apresenta que as nossas vidas são traçadas pelas nossas escolhas. A eterna briga entre ação e reação. E muitas vezes, não nos cabe optar e sim esperar o curso dos eventos, para que a melhor alternativa se apresente a nós.

O personagem de Heath Ledger retrata a demagogia que impera nesse mundo, onde o discurso é belo, mas tão contraditório quando se trata de ações. Em minhas divagações, nunca acho uma resposta clara quando me pergunto o que seria pior: Enganar ou outros ou se auto-enganar?

Porque é tão fácil julgar os demais, criticar, ofender e se sentir ofendido? E ainda pregar que o outro precisa de mudanças.

A primeira etapa em minha opinião seria se auto-lapidar. Quando apontamos os erros dos outros, é porque estamos na verdade nos enxergando neles. Há exceções  é claro.

Mas neste mundo onde a hipocrisia impera, vamos mudar a nossa atitude em relação ao que não nos agrad , para depois exigir as transformações necessárias. Compreender e aceitar o que no momento não podemos modificar e lutar arduamente para o que podemos alterar. Avaliar e assumir nossos erros não são sinais de fraqueza, pelo contrário.

Sempre que perdemos algo, é quando descobrimos o tamanho do impacto que isso tinha em nossas vidas. Não quero me conformar com perdas quando basta me corrigir. Perdoar e ser perdoado. Não é tão doloroso quando o amor em sua pluralidade; deixa de lado o egocentrismo.  A solução começa dentro de nós, reavaliarmos posturas não condizentes com os nossos discursos é no mínimo a coisa mais sensata a se fazer.

Um abraço a todos

Suzana Olyver

 

 

 

 



{27/10/2010}   Marcas no Coração

Não costumo colocar no Blog, texto que não são de minha autoria. Mas essa metáfora além de ser extremamente bela é rica em seus ensinamentos. Espero que apreciem tanto quanto eu.

Um abraço caloroso em todos

Suzana Olyver

Marcas no Coração

 

Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão o cercou e todos admiraram o seu coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto.

O jovem ficou muito orgulhoso por seu belo coração. De repente, um velho apareceu diante da multidão e disse:

– Por que o coração do jovem não é tão bonito quanto o meu?

A multidão e o jovem olharam para o coração do velho, que estava batendo com vigor, mas tinha muitas cicatrizes. Havia locais em que pedaços tinham sido removidos e outros tinham sido colocados no lugar, mas estes não encaixavam direito, causando muitas irregularidades. Em alguns pontos do coração, faltavam pedaços.

O jovem olhou para o coração do velho e disse:

– O senhor deve estar brincando… compare nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!

– Sim, – disse o velho. – olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja bem, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu, mas, como os pedaços não eram exatamente iguais, há irregularidades. Mas eu as estimo, porque me fazem lembrar o amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas… um dia espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E aí, jovem? Agora você entende o que é a verdadeira beleza?


O jovem ficou calado e lágrimas escorriam pelo seu rosto. Ele aproximou-se do velho. Tirou um pedaço de seu perfeito e jovem coração e ofereceu ao velho, que retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, mas mais belo que nunca.

Os dois se abraçaram e saíram caminhando lado a lado.

Como deve ser triste passar a vida com o coração intacto.

(autor desconhecido)

 



Queridos leitores, estou preparando algumas enquetes para conhecer melhor cada um de vocês. E sendo assim direcionar e afinar nossos gostos mútuos. As enquetes são sigilosas, não revelando nem para mim quem são as pessoas que votam.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Muchos Besos para os leitores e amores

 

Suzana Olyver



{15/10/2010}   Sem Censura

Sem Censura

Boa madrugada para quem cedo madruga. A vida é um questionamento, não tenho dúvidas em relação a isto. Como dizia Platão “Uma vida não questionada, não merece ser vivida”.Como uma mortal de complexa magnitude, as minhas divagações observadas aqui e em redes sociais, viraram alvo de julgamentos infundados. Acho que a redundância acabou por fazer parte da minha rotina. Explicar-me.

Bom, ao contrário do que muitas pessoas pensam, eu não sou cética em relação a existência de um ser supremo. Na verdade eu acredito que existam diversas manifestações de entidades superiores a nós. O que eu não acredito mais é na raça humana. No país que se diz democrático e contraditoriamente tem o voto como obrigação. Nesta nação, onde os índices de analfabetismo são assustadores.

O grande guerrilheiro Che Guevara já dizia que uma população que não sabe ler ou escrever, é facilmente manipulada.  Os professores são incentivados monetariamente ao aprovar 80% de seus alunos. Resumindo: aprovação automática. Inclusive aqueles que não absorveram a alfabetização.

“A ignorância é a maior multi-nacional do mundo” Paulo Freire. Sem ter acesso a informação e conhecimento,  o discernimento da população fica prejudicado.  È evidente que isso favorece o governo,  podendo nadar em seus mensalões e não ser punido.

Comprem fazendas, milhões de hectares,  cargos para a mãe,  o pai,  o vizinho,  o cachorro e etc. Brinquem com o dinheiro dos nossos impostos, façam aviãozinho dos nossos salários e turbinem as cuecas. E depois orem pelo dinheiro que receberam como o lindo ensinamento de um líder religioso “Ou dá, ou desce”.

Voltamos à era feudal, onde ainda se paga pelo seu lugar no “céu”. Vivemos a barbárie de assassinatos onde os corpos, se transformam em comida de cachorro.  Estudamos exaustivamente para entrar em uma universidade para conseguir no máximo, um trabalho mediano. Enquanto nossos governantes nem terminaram o ensino fundamental e se orgulham disso.  Então como seria o planejamento deles para a educação, se eles próprios recusam-se a aprender?

Infelizmente a minha candidata não ganhou as eleições. Mas pode mostrar ao seu povo que o aprendizado nunca é tarde. Começando os estudos na adolescência e hoje se tornando uma mulher de caráter inegável, coerente e extremamente eloqüente em tudo que diz.

Sim, Marina Silva. Eleita na revista Forbes como uma das 50 pessoas que podem mudar o mundo. Ninguém se interessa pelo ecologicamente correto. Talvez porque não saibam que utilizamos apenas 4% da água doce do mundo.  E este recurso está cada vez mais escasso.  Dentre outras devastações na nossa flora e fauna.

Aborto e religião serem motivos de barganha política? È uma grande piada que estamos sujeitos a sermos punidos novamente com a censura, por gozar a fatídica realidade.

Se somos um povo livre de preconceitos, porque não sabemos respeitar as diferenças partidárias, tolerar crenças diversas e exercer o livre arbítrio sobre o nosso corpo. Todo mundo esquiva-se de problemas, do amigo depressivo, de um parente doente, dos temporais…

Eu pergunto a vocês como irão enfrentar uma política ditatorial? È do choque entre os planetas que surgem as estrelas. Nosso dever é lutar pelo que podemos modificar e ter a humildade de reconhecer as nossas limitações.  E principalmente compreender as diferenças e respeitá-las.

Porque são as divergências de opiniões que tornam  o conhecimento enriquecedor e nítido.

De olho no Voto e de olho no Blog.

Milhões de beijos para cada um de vocês

Suzana Olyver

 

 



{08/10/2010}   Click Me

Click Me

Hello Strangers

Vou começar a poupá-los do meu melodrama pessoal, mas só um pouquinho. Não consigo resistir aos meus grandes ouvintes, que possuem extrema paciência com esta (garota enxaqueca).


Hoje eu gostaria de falar de arte. Uma que não sou familiarizada, mas que me encanta tanto. A Fotografia. Eu sou praticamente analfabeta quando se trata de tecnologias avançadas, máquinas para mim são um grande quebra-cabeça.

Muitos não consideram a fotografia em si como arte, por ela apenas registrar em imagens a realidade. E devido às operadoras móveis, a internet e a redução de custo desse meio, a fotografia agora está ao alcance de todos. Basta apenas um Click.

Porém para a fotografia deixar de ser mero instrumento de captação, ela precisa que seu parceiro atrás das lentes, use a alma e o coração. Assim a dramaticidade da foto se impõe revelando sua natureza artística.

Com grande inspiração e imaginação, usufruindo recursos modernos desta tecnologia, criamos os sonhos através das lentes. Usando programas onde podemos recriar a nossa verdade, estende-la para a posterioridade.

Muitos acham que Daguerre foi o inventor dessa maravilhosa invenção. Mas isso não é verdade. A fotografia tem diversos colaboradores, não é obra de um único  gênio e sim de vários. Tudo começou com o uso da câmera escura, que vemos no delicioso filme “A moça do brinco de pérola” sobre o talentoso pintor Johannes Vermeer.

A palavra fotografia deriva do grego que significa desenhar com luz e contraste. O eterno jogo de luz e sombra, que permeia a nossa criação e acaricia o coração. Para retratar este post, escolhi fotografias de um amigo meu, pois seu talento enobrece o meu ser.

Giuliano Robert : Parabenizo o seu trabalho ao colocar em imagens sua delicada visão do mundo.

Suzana Olyver



{02/10/2010}   Time to say Goodbye


Time to say Goodbye

Queridos leitores, simplesmente mais do que amigos, meus eternos confidentes. Estou aqui para descrever sem meias verdades, os motivos que me fizeram fugir do mundo.

Esse post é um desabafo, um testemunho do fim de um grande amor. Uma carta de adeus ao meu eterno coelhinho. Vou tentar verbalizar o sentimento que me inundou nesses seis meses afora.


Eu o conheci quando tentava me recuperar de enormes perdas na minha vida. Em um lugar onde fazia acompanhamento terapêutico e acabei por integrar o jornal deste estabelecimento. Ele era irresistível aos meus olhos, um artista de ampla magnitude. Seus olhos eram ímãs, me atraiam ao mesmo tempo em que me cercavam de medo. O medo do desconhecido, do delicioso mistério.

Os olhares eram intensos, como se existisse uma conexão superior, uma sensação atemporal. Um dia ele resolveu se aproximar e conversamos sobre tudo o que nos atraia: A Arte e suas ramificações. Porém um detalhe sobre sua personalidade me fez afastar de súbito: quando ele me revelou que era esquizofrênico.

Eu mal estava recuperada de uma separação delicadíssima. Não estava pronta de maneira nenhuma para começar qualquer tipo de relação,  ainda mais com uma pessoa com esta patologia. Por puro preconceito. Medo genuíno.

Mas o destino interveio. E o que me esforcei tanto para fugir, me fez mergulhar fundo, no mais belo dos oceanos. Quanto mais eu o conhecia, mais amava cada detalhe seu. Amava o cheiro da sua respiração, o modo como eu me aninhava em seu peito, que parecia ter sido feito para mim.

Idolatrava todas as maneiras em que ele expressava seus sentimentos, na pintura, na poesia, no seu canto e no modo em que ele me amava. O mundo com ele parecia começar a fazer sentido.  Sorria com cada nova cor que descobria na paleta desse amor. Esse sentimento gritava latente em meu coração, ficando visível a todos os olhos.


Ele me fez amar de uma forma tão livre, mais tão fiel a cada pedacinho dele que estava registrado em mim. Um amor altruísta, parafraseando Vinícius: Sendo feita para amar e ser só perdão. A minha crença nas pessoas, na evolução do mundo como um todo, era inabalável.

Eu me sentia única e, com o poder de transformar tudo aquilo que tocava.  Como se a minha fé fosse capaz de mudar o curso das águas… Alcançar a paz mundial com a minha alegria que jorrava por todos os cantos.

Mas o happy end não seria o desfecho desse romance. Com o descaso da entidade da prefeitura o “Caps”, ele deixou de tomar os medicamentos. E teve que ir embora para terras distantes.  Aonde os pais moravam recentemente, para curtir o tempo que lhes sobravam.

Depois de uma despedida digna de uma cena de cinema no aeroporto, com direito a encontros e desencontros: Ele partiu.

A dor foi inenarrável.  Mais devido à tecnologia, conversávamos todos os dias, por telefone e Internet. Até que ele me convidou para ir morar com ele. Minha felicidade estava completa, casar com o maior amor que houvesse nesta vida e ainda mais em um lugar paradisíaco!!!

Mais o que deveria ter sido a continuação de um sonho, foi o pior e mais doloroso pesadelo até então. Com a falta de medicamentos, era se como ele se transformasse em outra pessoa. Os olhos que até então eram doces como as mais sublimes canções, ficaram vidrados e exalando ódio a tudo que estivesse em sua volta.

Não consciente é claro, ele chegou a um ponto onde colocou a minha vida em risco. Até hoje não o culpo, pois sei que sua doença o faz perder a distinção entre o real e imaginário. Ele não se conformava da minha volta a São Paulo, então propus que ele fizesse tratamento e eu o esperaria o tempo que fosse necessário.


Isso não foi o bastante, o amor não era o suficiente para que ele voltasse aos medicamentos. Voltei para casa, o coração dilacerado.  Metade de mim morreu ao vê-lo cada vez mais distante conforme o táxi se afastava do “nosso lar”.

È quase impossível parar de amá-lo, as lembranças nebulosas e doces pairam a cada instante. Eu não sei quando meu coração irá parar de gritar o seu nome, mas preciso recuperar este pedaço de mim.

Encontrar um “outro você”, uma nova maneira de amar, de sorrir e de viver. “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia”.


PS: De outra maneira estou aprendendo a te amar, na minha infinita amizade seu amor irá reinar.

Suzana Olyver

 

 



∞A Fé na Descrença∞

Eu nunca fui ligada a nenhuma religião, porque até hoje não consegui acreditar nas variadas instituições que pregam a palavra de Deus, Buda, Oxalá, Alá e demais denominações.

Não que eu não acredite que exista uma força propulsora que move esse mundo, mas eu não acredito mais nas pessoas, principalmente aquelas que se julgam inocentes aos olhos divinos.

Esse foi um dos motivos que me afastou deste blog, de algumas pessoas e demais situações na vida. Quando fazia teatro, fiz uma peça que seria origem de muito das minhas indagações; “Entre quatro paredes” de Jean Paul Sartre.

A frase que virou ícone do existencialismo do magistral Sartre na minha mera opinião foi: “O inferno são os outros”. Cada vez mais eu vejo as pessoas se tornarem tão calculistas quanto uma máquina, tão gananciosas e individualistas que às vezes eu me pergunto, será que exista algo de verdadeiro nesses seres?

A minha indignação a tudo que estou vendo e sentindo me faz sentir uma enorme repulsa pela nossa espécie. A política virou piada nacional, onde a maioria se enfrenta como galos em rinhas, sedentos pela vitória assim como seus donos, esqueceram-se dos princípios que os tornaram leais as suas consciências. Consciência eu acho que se tornou desvalorizada no mercado negro que se encontra atualmente o Brasil.

Dizem que em países da Europa e o sempre tão criticado território yankee, são extremamente preconceituosos. Eu acho isso engraçado, porque na minha visão o nosso país apesar da ampla diversidade, cultua um preconceito tão enraizado quanto velado.

Vejo pessoas ajudarem as outras apenas pelo momento Kodak, simplesmente para passarem a impressão de bom samaritano. Eu tive um namorado que exibia com orgulho na carteira um documento que provava que ele doava sangue. Este tipo de documento é dado na primeira vez que se faz a doação e, este meu louvável namorado não passou da primeira etapa. Usava as pessoas como se fossem objetos descartáveis, apenas ficava com elas até o momento em que elas eram rentáveis de alguma forma.

Tratava a família como se fossem cães sem dono, mas quando era para mostrar o “ser iluminado” que era sua carteirinha de doação estava sempre à mostra. Sempre em um desempenho de tocar os corações mais incrédulos.

Uma pessoa da minha família fazia doação apenas para uma única entidade, dessas que você recebe incessantes telefonemas. Ela fazia isto porque recebia uma espécie de diploma, para consagrar sua doação.

Enquanto seus familiares adoentavam-se, ela dizia que não podia ajudar porque iria se enrugar diante de tais problemas.

Meu próprio pai, que depois de tanto enganar pessoas que tentaram lhe amar e se enganar com as que não o amavam, e muitas tentativas pelos mais diversos tipos de religião, virou evangélico.

Estaria ele se enganando? Ou sendo enganado?

Agora prega a palavra de Deus, enquanto sonega impostos e se nega a ajudar os próprios familiares que se encontram enfermos.Por isso creio que a religião não está em orações, idas aos templos e falar sobre Deus como se fossem palavras ao vento. A verdadeira fé na vida ou em algo superior está em suas ações.

“Até Deus tem um inferno: é o seu amor pelos homens.”Friedrich Nietzsche

Um amigo que agora não recordo o nome, disse-me o verdadeiro purgatório é a Terra. Cada vez mais me certifico disso. Eu já cometi erros demais nesta vida, o suficiente para ser julgada pelo cristianismo como uma grande pecadora.

Mas acho que este breve tempo que passamos neste caos, serve de lição para extrair o que é fundamental na vida. O amor incondicional por aqueles que passam em nossas vidas, aqueles em que nos comprometemos com o coração e a alma.

Ao fazer um voto de confiança a um povo, a sua família aos seus amigos: Lembre-se sempre dos seus ideais, você poderá errar! Mas nunca se esqueça que todos estão aqui para aprender, e nunca é tarde para achar o caminho.

Mesmo não tolerando certas características das pessoas que colocamos em nossa jornada, aprendemos a amar até o que é intolerável.

Porque o amor e a verdadeira amizade muitas vezes vão além da nossa superestimada compreensão. Amizade não é sinônimo de falta de companhia, usá-la por interesse, para se vingar ou tirar algum proveito.

As amizades devem somar-se e não serem divididas, apartadas apenas porque você não está disposto a se dedicar a um espelho quebrado.

Nós nascemos imperfeitos, cheios de problemas e implicações. Mas é neste mosaico, unindo pedacinho por pedacinho que irá se tornar algo fenomenal.

Wabi Sabi. A beleza da imperfeição que os orientais tanto pregam. Não dá para fazer desta vida uma obra de arte, mas brincar com a aquarela dos verdadeiros sentimentos dá até para fazer um grande retrato.

Suzana Olyver



{12/09/2010}   Um Pedaço de Mim

Unwritten….

Me reinvento na arte, morro e renasço todos os dias para aprender com os erros cometidos e injustiças traçadas. A transformação dessa eterna camaleoa que não tem medo de errar, pedir perdões e mudar…ou não.

 

“Quanto mais nos elevamos, menores parecemos
aos olhos daqueles que não sabem voar”.

Friedrich Nietzsche

 

Aprendi com os erros que nada acontece
por acaso e que eles foram e serão fundamentais para o meu crescimento.
Esse ano é a minha grande virada,  a minha reciclagem. Estou me livrando
de tudo o que não é saudável: Pessoas : “falsos amigos”, compromissos : “amizades e relacionamentos vazios”  e recordações (sejam elas boas ou não)

Quero minha alma em branco, para reescrever uma bela história, nem que seja a beleza da imperfeição.


Algumas
pessoas chamam isso de Egoísmo, eu prefiro chamar de Amor Próprio!
Eu respiro na simplicidade do presente , plantando os frutos do meu futuro e amando a cada instante as
pessoas que no meu coração estão plantadas.



Suzana Olyver

Sou
isso hoje, amanhã
já me reinventei.

Reinvento-me sempre
que
a vida pede um pouco mais de mim.

Sou complexa, sou
mistura,
sou mulher com cara de menina. E vice-versa.

Me perco, me procuro
e
me acho.

E quando necessário,
enlouqueço e deixo rolar.

Não
me dôo pela
metade, não sou tua “meio” amiga nem teu “quase”
amor.

Ou
sou tudo ou sou
nada. Não suporto meio termos.

Sou boba, mas
não sou
burra.

Ingênua, mas não
santa.

Sou pessoa de
riso
fácil… mas choro também.

Clarice Lispector



{07/09/2010}   Sem Respostas

Pedir perdão ultimamente virou um hábito constante na minha vida. Mais uma vez peço desculpas a vocês pelo meu desaparecimento. A todos vocês que me retribuem com tanto carinho e paciência pelo escasso das palavras enfadonhas. Digamos que estou em um momento sabático em minha vida.


Tentando arduamente me entender, compreender as pessoas que passam pelo meu trajeto e o significado de tudo isso. E como diz minha querida Clarice Lispector “Viver ultrapassa qualquer entendimento”.

Mas não posso negar que continuo atrás de respostas. Até da minha própria personalidade e das suas implicações. Tentar solucionar o “porque” de ter mandado embora da minha vida tantas pessoas que amei e me amaram. E por chorar a perda daqueles que verdadeiramente nada significavam.


Às vezes a dor que sentira era tão voraz que me consumia. E como se não coubesse, esse sofrimento dilacerante em mim, acabei por ferir terceiros em atitudes desesperadas e desenfreadas. Como indagar uma explicação por tal comportamento se eu mesmo não encontrei as respostas?

E como eu gostaria de obtê-las, mas do que encontrar as resoluções de qualquer vestibular.

É fácil achar culpados para a nossa dor, o difícil é suportar a nossa própria culpa. Por ter confiado naquele amigo, que na verdade mantinha a amizade por interesses próprios. Seja você útil para as baladas com as quais ela não tinha companhia, ou ser ouvinte para um “amigo” desabafar coisas a qual não podia compartilhar com mais ninguém.

O amor é incondicional, mas as relações não. Além de se somar as compreensões, temos que também juntar as incompreensões. Porque na vida, nem tudo tem explicações e a eterna busca é aceitar o que não podemos mudar e lutar para mudar o que podemos modificar.

Por amar subitamente o outro, muitas vezes me decepcionei com a falta de entrega, de comprometimento e de honestidade. E também peço desculpas a todos aqueles que verdadeiramente me amaram e com quem faltei com a minha palavra. Caso um dia voltemos a nos encontrar neste palco da vida, procurarei não fazer ensaios do meu afeto e sim peça única e exclusiva.

E eu agradeço por ter vocês, que fazem com que as minhas palavras ecoem. Embora não saiba quem são ou os rostinhos que têm, fico muito feliz de estarem nesses 23. 000 acessos de puro carinho.

São vocês meus amigos ocultos, aqueles a quem nunca vi, mas sempre amarei é que me fazem menos perdida e solitária neste mundo sem respostas…

Suzana Olyver



etc.
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